Escuta da ONU de jovens brasileiros para o Fórum Mundial de Ajuda Humanitária

Escuta da ONU de jovens brasileiros para o Fórum Mundial de Ajuda Humanitária – Por Volta de 65 a 70 jovens entre 15 e 30 anos reunidos no CEDESP – PROVIM. “…Uma tarde de discussões com temas de relevância internacional com profundidade e compromisso” (Michéle Mansor – Aldeis Infantis – SOS Brasil – Lorena/SP”

Ariadyne Acunha (representante da ONU e Everton Borges – Aldeias Infantis SOS-BRASIL)

Parceiros:. Aldeias Infantis SOS- ONU, SADS-Lorena, Subsecretaria de Juventude de Lorena, – Observatório da Juventude e Instituto Dialogare.

2 comentários em “Escuta da ONU de jovens brasileiros para o Fórum Mundial de Ajuda Humanitária

  • 01/08/2015 em 09:14
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    Olá, Paz e Bem a todos os parceiros desta obra.
    Um momento, eu diria “fantástico” assim quando acontece em outros espaços – a participação do jovem diante de assuntos ou problemáticas que envolvam a sua comunidade, cidade ou país. Quando encontramos na criança ou jovem o fio condutor (Dom Bosco), descobrimos neles coisas maravilhosas.
    Aproveito para compartilhar um trecho (entrevista com Renan Silva, Coordenador do Conselho Nacional da Articulação da Juventude Salesiana) do Boletim salesiano sobre o protagonismo juvenil.

    RSE: Na educação salesiana, muito se fala em protagonismo juvenil. Para você, qual a importância de levar o jovem a se tornar protagonista na sua escola ou na sociedade? Como incentivá-lo?

    01 – Renan Silva: Pessoalmente, acredito que todos nós devemos ser protagonistas de nossas próprias vidas. Sendo assim, é preciso promover este protagonismo desde a juventude: dar oportunidades para que os jovens possam ter responsabilidades, fazendo-os descobrir o valor de si e do outro e também desenvolvendo habilidades. O papel de assessoria, seja leiga ou religiosa, é muito importante neste contexto. Não pode haver um “paternalismo”, mas sim um acompanhamento em vista do crescimento harmonioso de todos os envolvidos no processo.

    Resposta
  • 01/08/2015 em 09:40
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    Para conhecimento e auxilio na reflexão…

    Protagonismo juvenil, habilidades e competência sociais
    Escrito por Jose Augusto Abreu Aguiar

    O Projeto Operativo de Dom Bosco tem como um de seus principais referenciais talvez o mais próximo de todas as ações educativas desenvolvidas nas escolas e oratórios, o Protagonismo Juvenil. Em suas intencionalidades, esse projeto busca consolidar um conjunto de ações voltadas para o crescimento e o desenvolvimento da juventude, visando dotá-la das habilidades sociais e da competência social necessárias para um posicionamento mais consciente e criterioso diante das complexidades e dos desafios da vida.

    Hoje, mais do que nunca, sabemos que existem “gritos” expressivos dos jovens exigindo participação, autonomia e cidadania, enfim, protagonismo. Porém, o que está em jogo é a questão de como consolidá-los, fazê-los ecoar no coração e na mente dos jovens.

    Acredito que os “gritos” da juventude poderão ser consolidados, poderão tornar-se dados indissociáveis de nossa cultura, quando nós, pais e educadores, optarmos, com radicalidade, por um trabalho educativo voltado ao desenvolvimento das habilidades sociais e da competência social de nossos jovens.

    Significado

    Você, leitor ou leitora do Boletim Salesiano, parte fundamental de nosso diálogo (in)formativo, deve estar começando a se perguntar sobre o significado das habilidades sociais e da competência social. Considero que as habilidades sociais e a competência social estão profundamente identificadas com o que chamamos de “assertividade”.

    A assertividade é uma atitude, uma orientação interna e fundamental, que o ser humano deve desenvolver, estando associada à sua capacidade de criar e defender uma postura ou argumento, apoiando-se na confiança em si mesmo e no próprio juízo, sem que esteja submetido ao modismo, ao socialmente aceitável ou popular. Ela também inclui a capacidade para defender direitos próprios, respeitar os direitos alheios, não ser agressivo e ser distinto das demais pessoas.

    Sendo assim, a assertividade é concebida como uma atitude que proporciona a conquista de habilidades, chamadas sociais, características do comportamento do ser humano, não universais, variando de acordo com a situação vivida ou com a pessoa que as adota. Tal atitude, ao proporcionar a conquista das habilidades sociais, contribui para a formação de personalidades sólidas, menos expostas às pressões e manipulações do meio e com condições para definir um projeto de vida autônomo, competente socialmente. As principais habilidades sociais estão relacionadas à comunicação, à civilidade, à cidadania, ao trabalho, à expressão de sentimentos positivos. Enfim, às classes de comportamentos existentes no repertório dos indivíduos e que proporcionam um desempenho socialmente competente (competência social).

    Segundo Michelson, em sua obra Las habilidades sociales em la infancia: evoluación e tratamiento (Martínez Roca, 1987), podemos afirmar que a pessoa competente socialmente é aquela que adquire um conjunto de comportamentos, verbais e não verbais, oportunizadoras de uma interação com o meio sem que provoquem consequências danosas na esfera social. Para Michelson, é competente socialmente quem consegue conquistar as chamadas habilidades sociais.

    Aquisição

    Os jovens, para aprender e adquirir as habilidades sociais, para tornarem-se competentes socialmente, devem ser respeitados e alimentados por direitos que conhecemos como assertivos Dentre eles, os pais e educadores devem estar atentos para incentivar nos jovens:

    · A clareza para julgar sobre suas próprias emoções, pensamentos e comportamentos e, sobretudo, se são responsáveis pela solução dos problemas vividos pelos outros.

    · A coragem para mudar de opinião, sempre que se fizer necessário.

    · A tranquilidade para assumir erros, sendo responsáveis pelos mesmos.

    · A firmeza de admitir que não sabem, que não entendem alguma coisa, sem experimentar humilhação.

    · A independência com relação aos outros, sem abrir mão de um relacionamento baseado na solidariedade.

    · A autenticidade para serem eles(as) mesmos(as).

    · A capacidade de atuar de maneira autônoma, sem dar satisfação de seus comportamentos quando estiverem conscientes de seus atos.

    Respeitando e alimentando os direitos assertivos, pais e educadores ajudarão a preparar jovens capazes de resistir às pressões sociais e a toda tentativa de manipulação emocional que, com certeza, atrapalham o desenvolvimento humano harmônico.

    Alimentar, fazer brotar, respeitar os direitos assertivos, na relação com os jovens, é fundamental para que possamos consolidar nos mesmos personalidades fortes, marcadamente presentes no mundo, geradoras das mudanças necessárias nas estruturas que sustentam a nossa sociedade.

    Ao assumirmos, como seguidores fiéis de Dom Bosco, a proposta de trabalhar o protagonismo juvenil, a partir do entendimento das habilidades sociais e da competência social, em conexão com o conceito de assertividade, assumimos uma proposta educativa dinâmica, que é capaz de preparar o jovem para o planejamento, a intervenção e a modificação dos fenômenos sociais; uma proposta que faculta ao jovem a oportunidade de tornar-se sujeito, construtor de si mesmo e das relações com o mundo e as pessoas.
    http://www.boletimsalesiano.org.br/index.php/igreja/item/3245-protagonismo-juvenil-habilidades-e-competencia-sociais

    Resposta

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